Bem, é uma ficção interessante (no início, você pensa em desistir pela lentidão da história, como em "Amor Estranho Amor", onde ele decepciona junto com todo elenco...) que nos mostra um pouco os aspectos cruéis de uma mente desencantada com a realidade que o cerca...Valdo (Tarcísio Meira) é um agiota-apostador-rebocador de carros roubados que vive uma vida mansa e cheia de privilégios, mas que é constantemente cortado por traumas infantis de uma vida mal resolvida, se envolve com putas e grandes magnatas resultando na sua prisão. Por bom comportamento ele consegue cair fora e descobre que nunca teve amigos e afunda mais ainda, pois tenta se enquadrar na sociedade sendo impedido pela atmosfera cinza e carregada que o envolve.
Casado com uma prostituta decadente, ele descobre que foi usado por todos e que o filho que acreditava ter era uma fraude bolada pela própria mulher e o amante para conseguirem visibilidade na mídia por ela se casar com um presidiário. As esperanças de Valdo entram em declínio ao ver sua amada com seu cafetão transando em sua casa...a fúria retorna e todo o rancor vem a tona num ódio descontrolado contra tudo e a todos, assim Valdo sai matando todos até ser fuzililado pela polícia e terminar a saga de um ser vazio e sem rumo, representando a história de muitos brasileiros que vivem na lama e não conseguem sair dela.
Para Rubens Ewald Filho:
"O Marginal é uma produção Classe A, até mesmo contando com uma música tema de Roberto e Erasmo Carlos, cantada por Wilson Miranda e efeitos especiais importados dos Estados Unidos, para dar maior realismo às cenas de ação e tiroteio".
"O Marginal é uma produção Classe A, até mesmo contando com uma música tema de Roberto e Erasmo Carlos, cantada por Wilson Miranda e efeitos especiais importados dos Estados Unidos, para dar maior realismo às cenas de ação e tiroteio".
Conhecer esse filme é bacana, porque o Tarcísio Meira é um símbolo valioso do cinema dos anos 60/70/80.
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